50 anos da morte de Cacilda Becker

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Foto: Bárbara Dantine

Bárbara Dantine
Ivano Lima, Patricia Roggero e Guilherme Becker no teatro da Rua Tito

A despeito de seu incomparável talento, Cacilda Becker foi uma das figuras mais notáveis de sua época, que enfrentou a ditadura para ajudar amigos artistas e sua irmã e também atriz Cleyde Yáconis. Na sexta-feira (14) completou 50 anos de sua morte precoce, em decorrência de um AVC que ocorreu 38 dias antes quando ela estava no palco na apresentação do espetáculo “Esperando Godot”.

Seu neto, Guilherme Becker, esteve no teatro que homenageia esse ícone das artes, o Teatro Cacilda Becker, acompanhado de Ivano Lima, diretor teatral e curador do acervo de Cacilda, e da coordenadora do teatro Patricia Roggero. Munido de uma estatueta do Prêmio Saci, esculpida por Victor Brecheret, que foi entregue à sua avó em 1952 e é uma das principais premiações do teatro, Guilherme Becker falou da importância do teatro para honrar o papel que Cacilda Becker teve e tem para a arte. “É um prazer imenso saber que fizeram um teatro tão bonito, com essas fotos na entrada. Logo reconheci cada espetáculo que ela fez”, afirma. “A Cacilda merece todas as homenagens. Ela foi um gênio da cultura nacional, uma desbravadora, uma mulher que dedicou a vida toda para a arte e para o teatro. Ela foi de vanguarda e influenciou toda uma geração’, completa Ivano Lima.

A dupla está com um projeto de abrir uma casa de cultura no Itaim Bibi, no imóvel em que a atriz morou. A ideia é criar um espaço de intercâmbio e fomento das artes.
Desde que assumiu a coordenação do teatro, Patricia Roggero conseguiu ampliar a programação que além das peças conta agora com atividades diárias como oficinas vocacionais, música, programa de iniciação artística para crianças, teatro de improviso e o projeto de realizar uma noite de cinema. Para ela é uma honra trabalhar no local que homenageia Cacilda Becker. “Ela era um ícone em todos os sentidos, não só do teatro, mas um exemplo de vida. Ela descobriu diversos artistas e é uma das primeiras feministas do Brasil”, diz.

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