Responsabilidade e consequência

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Se não arcarmos com nossas responsabilidades, inevitavelmente seremos punidos. Por exemplo, se deixamos de pagar a conta de luz, ela será cortada. Se não cuidarmos das plantas, elas morrerão. São infindáveis os exemplos para ilustrar de forma doméstica algo que se assemelha à Terceira Lei de Newton, ou seja, que toda ação tem uma reação.
Os pedidos de poda sempre foram constantes aqui na região, com moradores reclamando de solicitações feitas há cinco, sete e até dez anos que não foram atendidas.

Nos últimos meses esse acúmulo de pedidos foi segmentado e distribuído aos responsáveis por executar o serviço. A concessionária de energia elétrica Enel foi contemplada com uma longa lista de árvores cujos galhos estavam em contato com a rede elétrica e, logo, se mobilizou para diminuir a sua cota de pendências.

Mesmo sem o conhecimento técnico de um especialista, ao ver árvores com grandes partes mutiladas é difícil acreditar que algum dia elas possam se recuperar. Também é muito triste ver que não há preocupação com os ninhos de passarinhos que caíram como se fossem algo para ser descartado. Os moradores reagiram quase que instantaneamente para criticar os serviços feitos sem a preocupação devida, e os galhos deixados nas ruas, apesar de incômodos, se tornaram o menor dos problemas.

Agora a Prefeitura afirma que irá notificar e autuar a concessionária pelas chamadas “podas drásticas”. Aplicar uma ou várias multas para uma empresa que tem um faturamento bilionário terá algum impacto? Financeiramente talvez não, mas é esperado que tenha um efeito moral para que, daqui para frente, torne-se rotina fazer um serviço que não seja apenas efetivo, mas que tenha qualidade e preocupação ambiental. Destruir em poucos minutos ou horas algo que levou anos para se desenvolver e que é fundamental para a qualidade de vida é muito grave.

E por falar em gravidade e desenvolvimento, temos neste domingo (6) a eleição para os conselhos tutelares da cidade. É preciso muita dedicação para salvar crianças que tiveram suas infâncias roubadas, seja pela negligência dos responsáveis ou por terem sofrido abusos nos mais variados níveis.

É fundamental que os candidatos eleitos tenham consciência que seu trabalho poderá evitar que uma criança entre para o mundo do crime, das drogas ou simplesmente não queira mais viver. Institucionalizar um menor de idade, seja em residências de acolhimento ou centros socioeducativos, devia ser sempre a última opção. É preciso lutar para que aqueles que estão na mais grave condição de vulnerabilidade social tenham chance de viver uma vida digna.

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