Conselheiros do CPM pedem inclusão do Sorocabana e HU em plano de contingência da pandemia

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Foto: Divulgação

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Conselheiros defendem uso de hospital para auxiliar na crise do novo coronavírus

Membros do Conselho Participativo Municipal (CPM) da Lapa e mais 57 conselheiros participativos da cidade (Pinheiros, Butantã, Casa Verde/Cachoeirinha, Santana/Tucuruvi, Freguesia do Ó/Brasilândia, Campo Limpo, Santo Amaro, Vila Mariana, Sé, Ermelino Matarazzo/Ponte Rasa, Mooca e São Mateus) assinaram um ofício destinado ao governo do Estado e Prefeitura pedindo a inclusão do Hospital Sorocabana, na Lapa, e do Hospital Universitário, no Butantã, nos planos de contingência da pandemia da Covid-19. O documento também foi enviado à Subprefeitura da Lapa na quarta-feira (25) e ao Ministério Público.

O Hospital Sorocabana possui sete pavimentos, mas somente o térreo e o mezanino estão ocupados com os equipamentos da Prefeitura AMA, CER e Rede Hora Certa. Antes do fechamento em 2010, o hospital contava com cerca de 150 a 200 leitos. Com a instalação de unidades de atendimento em espaços não hospitalares, como o Anhembi e o Pacaembu, de forma a “desafogar” os equipamentos de saúde, os conselheiros defendem que seja feita a reforma das instalações básicas (elétrica, hidráulica, etc) para que o Sorocabana possa auxiliar durante a atual crise de saúde, seja para a triagem ou atendimento de pacientes. “Não há porquê, a nosso ver, manter cinco pavimentos do Hospital Sorocabana fechados e 256 leitos subutilizados no Hospital Universitário. Trata-se de uma capacidade valiosa para este momento grave da Saúde Pública paulista e paulistana. Destacamos também que o Hospital Sorocabana, que ocupa uma quadra inteira na Lapa, atendia não apenas a toda a Subprefeitura da Lapa, ou mesmo à Zona Oeste (subprefeituras Butantã e Pinheiros), mas também parte da populosa região Noroeste, como Perus e Pirituba, e até cidades da região metropolitana, já que é muito acessível por trens e ônibus; ou seja, trata-se de uma área de abrangência superior a 1 milhão de habitantes”, destaca o ofício.

O documento também afirma que “neste momento de pandemia, não é possível que questões burocráticas impeçam a reabertura de um hospital historicamente importante para São Paulo”. Os equipamentos do Sorocabana funcionam hoje através de um termo de cessão à Prefeitura, assinado pelo Estado. O governo municipal já solicitou oficialmente a doação definitiva da estrutura.

Em relação ao HU, a unidade realiza atendimentos das 7h às 19h. Os conselheiros defendem que o hospital fique aberto 24 horas, operação que precisa apenas de recursos humanos, e não reformas.

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