Lições de um ano desafiador

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O temporal que se abateu sobre São Paulo em 10 de fevereiro deixou as comunidades da Leopoldina embaixo d’água. A força das águas que transbordaram o Rio Pinheiros trouxe consigo um sentimento de impotência tão grande que acabou por gerar uma onda ainda maior de solidariedade.

Formava-se ali uma rede de apoio entre moradores e instituições, todos mobilizados para recompor a dignidade das famílias atingidas e dos moradores em situação de rua. Foi uma semana árdua de trabalho comunitário, especialmente para a Associação de Moradores do Ceasa.

O anúncio da pandemia, em março, encontrou os atores da enchente ali, ainda vulneráveis. A recomendação de isolamento surgiu como um desafio para as comunidades da Linha, do Nove e Cingapura. Mas foi em torno delas que se fez um enorme abraço, nas mãos amáveis de entidades como a Associação AVIVA – Igreja Batista, Ateliê Escola Acaia, Votorantim, Beneficência Portuguesa, Escola Santa Cruz, Escola Vera Cruz, Fórum Leopoldina, Grupos de Costureiras e Marmiteiros, Institutos Galo da Manhã e Rogacionista, moradores do bairro, ONG Nossa Turma e Sesi Vila Leopoldina. Os agentes públicos locais vieram para somar.

O que aprendemos? É que cada ação traz um novo engajamento inspirado e criativo, e que um bairro mobilizado e unido é capaz de cuidar e proteger os seus moradores.

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