Vila Leopoldina zera casos de morte por Covid-19 nos últimos dois meses

0
677

Foto: Divulgação

Divulgação
Doação de chinelos realizada por voluntários da Igreja Batista Palavra Viva

Uma análise de dados da Prefeitura, referente ao período de 3 de agosto a 24 de setembro, organizados pelo jornal O Estado de São Paulo, aponta que a média de óbitos em decorrência da Covid-19 diminuiu em 82% dos bairros da cidade, ou seja, em 79 dos 96 distritos as fatalidades estão em queda.

Em três bairros não houve mortes no período analisado, na Vila Leopoldina, Marsilac e Pari, sendo que a Vila Leopoldina foi de 43 mortes para 49 e depois conseguiu zerar. A Lapa está com uma média considerada mais alta, de 192 mortes por 100 mil habitantes. Desde o início da pandemia, a cidade de São Paulo teve cerca de 985 mil casos da doença e mais de 35 mil mortes. A taxa de ocupação de leitos de UTI também está em queda, com 44% no Estado, e 42,5% na Grande São Paulo.

O bom resultado na Leopoldina pode ser atribuído à mobilização e atuação de várias associações, ONGs, empresas, escolas e moradores que se articularam para criar a Rede Leopoldina Solidária. Entre as ações do grupo esteve a criação de um consultório, gerido pelo Hospital Beneficência Portuguesa, dentro da associação de moradores das comunidades do entorno da Ceagesp: Linha, Nove e Cingapura Madeirite.

A Igreja Batista Palavra Viva auxiliou com a distribuição de refeições e cestas básicas. “A Rede Leopoldina Solidária nasceu como um desdobramento do Fórum Social Leopoldina. Em função da pandemia, muitas iniciativas, principalmente de distribuição de refeições e cestas básicas, começaram a acontecer no nosso perímetro. Com isso teve sobreposição, achavam que o território já estava atendido e alguns lugares ficavam sem cobertura. Há algum tempo nós já queríamos fomentar essa sinergia entre os grupos que trabalham no bairro e esse momento foi uma oportunidade. Começamos organizando a distribuição de refeições e identificando quem distribuía. Com as cestas basícas foi a mesma coisa, tinha a nossa igreja, o Instituto Acaia e a associação do Ceasa Nossa Casa, que conseguiu recursos e cestas básicas para distribuir para as comunidades da Leopoldina e também para o Jardim Humaitá. Compartilhamos listas para famílias não receberem dobrado e outras não receberem nada. A partir de agora nosso objetivo é manter essa sinergia em todos os trabalhos e fazer isso de forma cooperada e coordenada”, explica o pastor Daniel Beltrão da Igreja Batista Palavra Viva.

A rede também conseguiu a produção de máscaras com costureiras do próprio bairro e o material de proteção foi doado para proteger os conviventes do Centro de Acolhida Zancone, na Avenida Imperatriz Leopoldina.

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA