Expectativa na Doze

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O intenso diálogo entre o secretário das Subprefeituras, Andréa Matarazzo, a vereadora Mara Gabrilli e a subprefeita da Lapa, Luiza Eluf , trazem grande expectativa quanto ao futuro da revitalização da Rua Doze de Outubro e começa a tornar mais palpável o antigo projeto de recuperação do principal corredor comercial da Lapa.
A promessa de Matarazzo que desta vez a reforma é para valer, nos dá a esperança de uma revitalização nos moldes que ele, enquanto subprefeito da Sé, tem planejado e executado com sucesso nas ruas do centro velho da cidade e na Cracolândia.
Do diálogo com a sua colega Luiza Eluf, recentemente convidada por ele para assumir uma Subprefeitura da Lapa mergulhada em grave crise, esperamos que o projeto de uma nova Doze, há tanto tempo engavetado, possa sair do papel e se materializar em obras, que devolvam a essa importante rua o glamour de décadas passadas.
Do olhar sensível da vereadora Mara, ex-secretária especial da Pessoa com Mobilidade Reduzida, espera-se o mesmo esforço desprendido por ela no bem sucedido projeto de transformação da Rua João Cachoeira, no Itaim Bibi, num corredor com acessibilidade totalmente planejada.
Mas seria suficiente apenas esse compromisso tripartite para garantir à população uma nova e moderna Doze? Basta lembramos as fracassadas experiências do passado para dar uma resposta: não. Se queremos ser brindados com o início da necessária transformação da Rua Doze de Outubro é imprescindível o engajamento dos comerciantes e lideranças empresariais da região nessa bandeira. Ainda está viva na memória a famosa pressão do “deixa para depois das festas (de fim de ano)” feita pelos comerciantes da região em 2005, quando a subprefeitura, em setembro daquele ano, queria avançar na questão da reforma das calçadas. Faltou maturidade na ocasião para perceber que aquele era o momento de seguir adiante com a recuperação do centro comercial, aproveitando o embalo dado pelo poder público, que desobstruiu galerias, refez sinalizações e reordenou o comércio ambulante, devolvendo à sociedade o leito carroçável da Doze.
Como novamente dezembro está logo aí, cabe à Distrital Lapa da Associação Comercial de São Paulo exercer mediações que garantam o imediato início das obras prometidas pela Prefeitura, sob pena de ver o interesse corporativo se sobrepor àquele comunitário, que anseia por uma nova Doze, já.

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