Pelezão: impasse de 10 meses

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Eduardo Fiora

No domingo, 2 de outubro, o prefeito José Serra, após assinar com um convênio com o governo estadual na área de Educação, foi questionado se sabia que o Clube da Cidade Edson Arantes do Nascimento (Pelezão), desde janeiro, não conta com um coordenador efetivo. A resposta foi sucinta: “Precisamos verificar o que acontece”. No entanto, mais do que promessas, a comunidade tem cobrado da prefeitura uma ação efetiva. “Esse vazio na coordenação parece ser uma questão política”, afirma o delegado de Cultura da Lapa, Juan Gajardo.
Na quarta-feira, 5, um decreto publicado no Diário Oficial surgia como espécie de luz nessa nada transparente situação, pois, até o momento, não foram tornadas públicas as razões que impediram a posse de Rubens Alves da Silva para o cargo de coordenador do Pelezão. A partir de agora, a responsabilidade direta pelos Clubes da Comunidade sai da esfera da Secretaria Municipal de Esporte – de onde, em tese, teria partido a indicação de Rubens da Silva – e passa para a Secretaria das Subprefeituras, com o objetivo de fazer com que os subprefeitos gerenciem esses equipamentos.
O subprefeito da Lapa, Paulo Magalhães Bressan, reconhece que o Pelezão enfrenta problemas de infra-estrutura, mas não vê motivos para a comunidade ficar preocupada com a falta de uma coordenação exclusiva (interinamente responde pelo equipamento a Coordenadoria de Assistência e Desenvolvimento da subprefeitura). “O importante é que ele continua funcionando normalmente”. Mas há quem pense o contrário. “Mais de nove meses sem um coordenador é algo difícil de ser aceito. Isso é um total desrespeito à população”, comenta Juan Gajardo.

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