Audiência discute recursos da Operação Urbana

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Encontro será para que comunidade aponte problemas que necessitam de investimentos com a verba da Op

“Onde vamos aplicar os R$ 350 milhões do fundo da Operação Urbana?” é o tema do encontro que a Associação Amigos da Vila Pompeia realiza na próxima quinta-feira, 18, às 19h, no auditório da Subprefeitura da Lapa. O evento conta com o apoio do Jornal da Gente e Subprefeitura da Lapa.Segundo a presidente da associação, Maria Antonietta de Lima e Silva, o objetivo é ouvir a opinião dos moradores e trabalhadores do perímetro da Operação Urbana Água Branca onde os recursos (arrecadados por 18 anos) devem ser usados com prioridade.  “O encontro foi pensado para levar, imediatamente, ao Legislativo e Executivo Municipal um leque de sugestões de obras dentro do perímetro da atual Operação Urbana, em particular no bairro da Vila Pompeia, que há duas décadas espera por melhorias asseguradas no texto legal da referida Operação, mas até hoje não executadas”, declarou a líder comunitária da Pompeia.Três dias após a primeira divulgação do encontro pelo Jornal da Gente, um novo projeto de Lei da Operação Urbana Consorciada Água Branca entrou em votação na Câmara Municipal de São Paulo na noite de terça-feira, 9, e foi aprovado. Para Antonietta, a notícia foi como uma punhalada pelas costas. “Numa ardilosa articulação da base governista, a Câmara Municipal de São Paulo acabara de aprovar, em primeira votação, o Projeto de Lei (PL) 505/2012, que revisa a Operação Urbana Água Branca, transformando-a em Operação Urbana Consorciada Água Branca sem que houvesse tramitação e debates prévios na Comissão de Política Urbana daquela ilustre Casa Legislativa”, afirma ela. O vereador da base aliada do prefeito, Paulo Frange, diz que está tratando com o governo para que os recursos arrecadados durante os 18 anos da Operação Urbana sejam prioritariamente aplicados em melhorias dentro do perímetro da antiga Operação, até por uma questão de justiça. “A atual Lei (11774) da Operação Urbana Água Branca (de 1995) foi nociva para a região, não avançou. Ela é de 1995 e a cobrança é feira por Ourtoga Onerosa. Todas as outras são tratadas com Cepacs (Certificado de Potencial Adicional de Construção) que permite construir até quatro vezes a área do terreno”, disse o parlamentar. Ele informou que a nova Lei passará por Audiências Públicas, principalmente na região. O projeto prevê um perímetro expandido que atinge até Casa Verde, Limão, Freguesia do Ó, Santana, Santa Cecília, Bom Retiro, Consolação, Perdizes e Lapa.  Essa é a preocupação de Antonietta que será debatida no encontro. do dia 18.

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