O mundo da mulher

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Por incrível que pareça, embora estejamos todos na mesma cidade ou no mesmo país ou no mesmo mundo, a vida das mulheres ainda é bem diferente da vida dos homens. A disparidade é tanta que parecem dois mundos diferentes.

Essa separação de afazeres, de interesses, de atuação social e familiar e de remuneração traz prejuízos de ordem financeira, emocional e social para a população feminina. Além dos já famosos “danos físicos”, que ensejaram a criação das delegacias de defesa da muljher, da Lei Maria da Penha, a criminalização do assédio sexual e a criação de um novo tipo penal, o feminicídio, dentre outras providências conhecidas por todos, ainda precisamos fazer com que a igualdade de direitos se torne realidade.

Não é que as mulheres passaram a ter “mais regalias”, é que conseguiram ter menos prejuízos e merecer mais respeito. No entanto, a luta continua, pois os contrastes permanecem, prejudicando a criação dos filhos e o bem-estar social e dentro das famílias.
No dia 8 de março, data consagrada internacionalmente para representar um momento de reflexão sobre a condição feminina, precisamos pensar em superar as barreiras que ainda prejudicam o bom entendimento entre os gêneros.

Eliminar o preconceito, de forma real e não apenas aparente, é objetivo que ainda deve ser alcançado, pois embora tenhamos avançado bastante, ainda não chegamos lá.

Luiza Nagib Eluf é advogada, procuradora de Justiça de São Paulo aposentada e ex-subprefeita da Lapa.

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