Conseg Leopoldina tem nova diretoria

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Enel retira câmeras do Programa Vizinhança Solidária instaladas em postes

Desde 2015, o Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) da Vila Leopoldina tem sido presidido por Jairo Glikson. Com a dificuldade de conciliar atividades, Glikson resolveu não dar continuidade ao seu trabalho voluntário de bairro. “Ser presidente do Conseg foi uma experiência enriquecedora. Conheci pessoas muito boas e preocupadas com o bem comum. Foi uma satisfação pessoal no aspecto de doação à comunidade e à sociedade. Agora tenho que me afastar porque tenho outras responsabilidades, estou alçando voos maiores e a questão de voluntariado de bairro seria difícil de conciliar”, declara Glikson.

Uma reunião do Conseg em 2017 chegou a reunir 100 pessoas e a diretoria sempre teve o cuidado de realizar as reuniões mensais em cada um dos distritos da Vila Leopoldina, para garantir que mais pessoas pudessem participar. O conselho realizou diversas homenagens ao longo dos anos, tanto a agentes de segurança como a membros da comunidade.

Sinuhe Alberice
Jairo Glikson em reunião do Conseg

Nova diretoria
Com a desistência de uma das chapas, a eleição para o Conseg Leopoldina que seria realizada na sexta-feira (30) não foi necessária e automaticamente foi aclamada a chapa composta por Roberto Bortoni, Ana Paula Carnelos, Anderson Lara, Ana Kika Lanari e Carla Banietti. O novo presidente, Roberto Bortoni, acompanha a atuação de Consegs há muitos anos. “A segurança é um direito assegurado pela Constituição e muitas vezes a gente sente falta dessa ligação entre a comunidade e a Polícia. Sou morador da Leopoldina desde 2017 e morei 22 anos em São Caetano do Sul onde também participava do Conseg. Tenho bons amigos que são presidentes e me incentivaram na minha candidatura”, conta Bortoni.

A nova diretoria quer criar núcleos nos bairros para aumentar a proximidade com a população e não restringir a atuação somente aos encontros do Conseg. O grupo também quer fazer campanhas maiores de temas variados, como violência doméstica e segurança preventiva. “Pretendemos fortalecer o Programa Vizinhança Solidária e queremos conversar com diretores de escolas para reforçar programas como o Proerd na região”, completa Bortoni. O novo presidente afirma que em breve irá divulgar o calendário anual das reuniões do Conselho.

Divulgação
Novo presidente do Conseg Roberto Bortoni

Remoção de Câmeras
Uma das últimas ações da atual diretoria do Conseg Leopoldina foi a criação de um ofício destinado à Enel, ao 91º DP, à 2ª Cia. do 4º BPM e ao Comando Geral da Polícia Militar apontando irregularidades na instalação de câmeras do Programa Vizinhança Solidária em postes. Durante a semana, equipes da Enel estiveram em ruas como Teerã, Porteiro Peres, Ibuguaçu e Arauto para retirar os equipamentos dos postes, gerando críticas de moradores que afirmam que os equipamentos, além de terem sido pagos pela comunidade, são importantes para coibir ações criminosas na região. “O PVS é um programa que visa a melhor integração e comunicação da comunidade entre si e com a Polícia Militar, e é muito efetivo na prevenção de delitos. Nas ruas onde tem o Programa Vizinhança Solidaria, é difícil acontecer um crime. Esse programa só ajuda a polícia a nos ajudar”, afirma Carla Banietti, voluntária do programa e diretora social da nova composição do Conseg Leopoldina.

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Enel retira câmeras do Programa Vizinhança Solidária instaladas em postes

Questionada, a Enel informa que as câmeras mencionadas pela reportagem foram instaladas à revelia da concessionária, ocupando de forma irregular os postes da distribuidora na região da Vila Leopoldina, uma vez que não há previsão legal para as referidas instalações. Os equipamentos estão sendo devidamente registrados e entregues aos representantes do PVS – Programa Vizinhança Solidária Vila Leopoldina.

A companhia esclarece ainda que notificou, no dia 16 de abril, a responsável pelo Programa Vizinhança Solidária sobre a ocupação irregular dos seus postes, solicitando a retirada de todo o sistema de segurança instalado irregularmente. Como não obteve retorno dentro do prazo estipulado, equipes da distribuidora deram início à remoção dos ativos de segurança no dia 28 de abril.

A Enel reforça que a instalação irregular de equipamentos e fiações nos postes oferecem risco à população e às equipes de campo da companhia. Por conta disso, a concessionária realiza fiscalização periódica em sua rede elétrica para coibir a ocupação irregular, notificando aqueles ocupantes que violam a regulamentação federal vigente sobre o compartilhamento de infraestrutura entre as distribuidoras de energia elétrica e empresas de telecomunicação para que regularizem a situação.

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