Moradores reclamam de filmagens

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Foto: Reprodução

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Equipamentos utilizados para gravação de série na Rua Lomas Valentinas

A City Lapa com suas características de Zona Exclusivamente Residencial (ZER) e sendo um bairro tombado atrai moradores que apreciam a tranquilidade e o contato com a natureza preservada. Porém, as características de suas casas com calçadas largas também chamam a atenção de produtoras do segmento audiovisual. O uso de ruas da City Lapa para filmagens de comerciais e produções de entretenimento não é recente, mas segundo membros da Assampalba (Associação de Amigos e Moradores pela Preservação do Alto da Lapa e Bela Aliança) é completamente irregular e proibido em qualquer horário segundo artigo 136 da lei 16402/16 sobre o parcelamento, o uso e a ocupação do solo.

Recentemente, a preparação de uma produção para uma plataforma de streaming na Rua Lomas Valentinas foi alvo de grande desconforto para os moradores da via. Segundo os vizinhos, aconteceram situações com caminhões de equipamentos atrapalhando o acesso às casas, barulho e equipes trabalhando às 6h da manhã em um domingo. Na terça-feira (26) foi realizada uma reunião no Centro Cultural Aúthos Pagano com a presença de moradores, dos membros da Assampalba Edison de Barros e Maria Laura Fogaça Zei, do representante da Subprefeitura Lapa Diego da Silva França e das representantes da Spcine Flávia Gonzaga e Carolinne Golfeto, que explicaram as atribuições da empresa estatal e da São Paulo Film Commission, tanto para o fomento da produção audiovisual quanto para coordenar as filmagens que acontecem na cidade. A São Paulo Film Commission foi criada em 2016 e, desde então, tem o desafio de regulamentar as gravações que já aconteciam. Sobre as filmagens em ZER, foi mencionado um caso no Alto de Pinheiros, em uma rua com características semelhantes às da City Lapa, que também gerou reclamações. O entendimento do Ministério Público neste caso foi o de que por ser uma atividade de caráter esporádico e não permanente, não contrariava o zoneamento.

Membros da Assampalba falaram sobre casos de filmagens em que o uso do imóvel chegou a trinta dias e que uma decisão do MP não poderia ser utilizada como jurisprudência. Em outro episódio, na Rua Jaricunas, os moradores realizaram um “buzinaço” após serem impedidos de acessar as residências em um período de gravação.

As representantes da Spcine ressaltaram a importância de regulamentar as filmagens para orientar o trabalho das produtoras e da fiscalização. Embora tenha sido informado no encontro que as filmagens na Rua Lomas Valentinas ainda não tivessem sido deferidas pelos órgãos públicos, o início das gravações ocorreu na quarta-feira (27).

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