Mudança de clima

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Mais um ano passou com a sensação de dias longos e semanas curtas. Um ano que não passamos, mas que passou por cima de nós. Um ano de calor quando deveria fazer frio e vice-versa. Um ano em que nosso dinheiro passou a comprar menos coisas. Um ano, no geral, de muitas dificuldades. Mesmo assim, tivemos um ótimo começo com o início da vacinação. Um verdadeiro respiro após um 2020 trágico. A ciência veio, como sempre, demonstrar que toda a sua base se apoia em fatos concretos. E mesmo com o inacreditável coro negacionista, provou seus resultados: as mortes caíram substancialmente com a aderência à imunização.

Regionalmente falando, tivemos alguns avanços como a assinatura de transferência do Hospital Sorocabana do Estado para à Prefeitura que, ainda sem um cronograma ou maiores informações, permitirá sua reabertura. Tivemos mais discussões sobre o PIU Leopoldina, a retomada das obras da Linha 6-Laranja do metrô e a nobre mobilização de entidades e pessoas que demonstraram sua solidariedade ao empenhar recursos e esforços para ajudar quem mais precisava. Esse trabalho foi essencial.

Por aqui nem sempre foi fácil encontrar matérias de interesse para a região neste ano atípico. Os encontros presenciais e eventos são fundamentais para descobrir as histórias e seus protagonistas. Jornalismo se faz na rua. Não em home office. Mas nos dedicamos, da maneira que foi possível, a encontrar os assuntos relevantes, escutar todos os lados envolvidos e transmiti-los de forma imparcial para que você, leitor(a), pudesse tirar suas próprias conclusões. Trazer os assuntos que impactam a vida comunitária sempre foi e será a nossa missão. O editorial é o único espaço em que algo mais opinativo irá aparecer. Fico sempre muito feliz ao receber um feedback sobre essa coluna, nem sempre fácil de fazer. Fico igualmente feliz quando recebo agradecimentos referentes à seção que fica ao lado, a “Bronca”, porque isso significa que um problema foi resolvido após ser publicado. Em breve chegaremos à edição 1000, um feito que pouquíssimos veículos conquistaram, e eu não saberia por onde começar se fosse elencar todas as histórias e personagens que me marcaram nesse tempo que estou aqui, menos de um terço da existência total.

E agora chega o momento de pensar: o que esperar de 2022? A resposta pode não parecer muito otimista, mas o que deveríamos querer é uma mudança de clima. Isso no sentido de deixar para trás essa constante angústia e apreensão diante das incertezas. Reunir forças para começar um longo período de reconstrução, cicatrizar as dores desse grande trauma que vivemos, sem esquecer que passamos por isso. Que os dias de luto virem dias de luta. Vamos precisar. Boas festas!

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