Soluções simples

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Nabil Bonduki, vereador na cidade de São Paulo pelo PT, é arquiteto e urbanista

Sou totalmente favorável à presença de casas de repouso para idosos em zonas exclusivamente residenciais. Do ponto de vista urbanístico, esse tipo de atividade não gera impactos significativos. Pelo contrário: são estabelecimentos que se integram à dinâmica de bairros residenciais, especialmente os mais tranquilos, com casas amplas e arborizadas, características importantes para a qualidade de vida da população idosa.
Em um vídeo divulgado pela Folha de S.Paulo, moradores questionam o alvará dessas casas e afirmam que a lei os protege — e, de fato, a legislação atual cria restrições. Esse debate ignora uma realidade importante: cerca de 19% da população de São Paulo é formada por idosos. Precisamos adaptar a cidade a essa nova realidade e garantir espaços adequados, acolhedores e integrados aos bairros onde vivem.
Se o prefeito quiser resolver essa questão, há caminhos simples. Um deles é alterar o decreto 57378 de 2016 que regulamenta o tema, permitindo que instituições privadas de acolhimento também funcionem nesses locais, assim como já ocorre com as públicas. Mas existe uma alternativa ainda mais interessante do ponto de vista social: destinar parte das vagas dessas casas ao atendimento de idosos de baixa renda, por meio de convênios com a Prefeitura.
Por que não começar por aí? Uma cidade que envelhece precisa se preparar para cuidar melhor dos seus idosos.

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