Espaço Retalhado

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Três meses. Esse é o prazo previsto para que as novas obras do espaço onde está instalada a Fundação Museu da Tecnologia, na Avenida Billing’s, no Jaguaré, fiquem prontas e, finalmente, seu acervo seja reaberto para visitação pública. A informação é do presidente e fundador da instituição cultural, Francisco de Paula Machado de Campos, 94, anos, que quer deixar para as futuras gerações a história da evolução tecnológica no Estado de São Paulo.
O acervo estava pronto para a reabertura, quando as paredes e o forro foram danificados pelas obras feitas pelo Estado para a transferência da Secretaria da Ciência, Tecnologia, Desenvolvimento Econômico e Turismo, no início de abril, para o prédio que era todo ocupado pela fundação.
Em visita ao local, a reportagem do Jornal da Gente constatou várias rachaduras nas paredes e no teto. O forro que começou a cair, foi retirado para evitar acidentes, atrasando a reabertura do acervo, fechado desde 2004. A Secretaria foi contatada, mas até o fechamento desta edição não se manifestou sobre o assunto.

Governo ocupa o espaço

Segundo Francisco de Paula Machado de Campos, a concessão do uso do terreno onde a fundação construiu o “Edifício Pioneiro”, com 7.500 metros quadrados de área, foi feita com o apoio do governador Laudo Natel, (Lei 194) em 22 de abril de 1974, pelo prazo de 20 anos. “Foram iniciadas as obras de aterramento do terreno. Dragamos o fundo da Raia Olímpica durante dois anos e retiramos 60 mil metros cúbicos de iodo”, lembra ele.
Campos conta ainda que para a conclusão dos trabalhos foram transportados 25 mil metros cúbicos de terra em caminhões, para o início das obras do edifício. Com o fim do prazo de cessão, em abril de 1994, apesar das tentativas para a renovação da concessão de uso do terreno, o pedido não foi atendimento pelo Estado. Assim, a Fundação recebeu uma notificação da Secretaria de Ciência e Tecnologia, Desenvolvimento Econômico, em 11 de março de 2003, solicitando a retomada da posse do local pelo Estado.
Diante desse ofício, a diretoria Executiva e os Conselhos Deliberativo e Consultivo da Fundação passaram a executar várias gestões junto à secretaria, que culminaram com a assinatura de um Protocolo de Intenções, em 10 de setembro de 2003.
Pelo documento foi concedido à Fundação, pelo prazo de dez anos, o uso da parte da área do andar térreo – Pavilhão de Exposição, com 1.100 metros quadrados – e 625 metros quadrados da ala direita da área do mezanino, totalizando 1.725 metros quadrados do edifício sede, que representam 25,4% do espaço, ficando o restante da área construída pela fundação, 74,6%, para a secretaria estadual.

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