Estudantes protestam contra fechamento de escolas

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Protesto contra projeto de reaorganização escolar parou o trânsito na Rua Clélia

Alunos de escolas estaduais fecharam a Rua Clélia na manhã de sexta-feira (9) para protestar contra o projeto de reorganização escolar da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo que prevê a implantação de ciclos (anos Iniciais do Ensino Fundamental, anos Finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio) nas unidades da rede e a possibilidade de fechamento de algumas escolas em 2016.

Com faixas e cartazes, eles pararam o cruzamento da Rua Clélia com Catão para cantar o Hino Nacional, depois seguiram para frente da Diretoria Norte 1, na Rua Faustolo, repetindo o protesto ocorrido na terça-feira (6) em defesa da manutenção das escolas. “O projeto de separar as escolas por ciclos de ensino prevê o fechamento de milhares de salas de aulas e até de escolas inteiras, assim como a demissão de milhares de professores, afetando a vida de inúmeras famílias, cujos filhos mudarão compulsoriamente de unidade escolar. Apesar da mudança tão drástica, ninguém foi consultado”, reclama a professora e conselheira Estadual da Apeoesp, Flavia Bischain.

Segundo a Secretaria, o projeto de reorganização utiliza como base o levantamento realizado pela Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados), que aponta tendência de queda de 1,3% ao ano da população em idade escolar no Estado de São Paulo. De 1998 e 2015, a rede estadual de ensino perdeu 2 milhões de alunos. Com base nesses dados, o órgão iniciou o processo de reorganização que prevê o aumento no número de escolas divididas por ciclos. Entre os benefícios apontados pelo órgão está a redução nos conflitos entre alunos de idades diferentes além de melhor gestão pedagógica voltada a um único público.

O professor e vereador Eliseu Gabriel (PSB) acompanhou a manifestação que partiu da Avenida Edgar Facó até a Lapa. “Uma mudança sem diálogo é muito ruim para as crianças e jovens por que afeta sua rotina de aprendizado, principalmente se diz que vai fechar a escola”.

A Secretaria da Educação informa que o estudo para definir as escolas está em fase de conclusão, mas que nem todas passarão pela reorganização.

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