Cobrança de entrada na Ceagesp causa protesto

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Caminhões terão que pagar estadia

A cobrança de entrada de veículos na Ceagesp (Companhia de Entreposto e Armazéns Gerais de São Paulo) começaria neste sábado (1º), mas foi adiada e ainda não tem nova data definida, mesmo assim a tarifação foi motivo de manifestação, ainda que pacífica, de representantes dos produtores, permissionários e carregadores, dentro do entreposto, na manhã de sexta-feira, 31.

Segundo Hilton Piquera, do setor de frutas importadas, durante o protesto o grupo discutiu os impactos que a cobrança do estacionamento vai causar. “É uma cobrança dupla sobre o produto: do produtor para a Ceagesp e do comprador que também vai pagar para entrar e estacionar. Somos contra qualquer tipo de cobrança porque encarece o produto. Tem produtor que é permissionário e já prevê um gasto de até R$ 14 mil no mês. Não tem como”, protesta Piquera.

Flores – Para o representante do Sindicato do Comércio de Flores, Paulo Murad, os permissionários já pagam aluguel caro, R$ 100 o metro quadrado. “O padrão de boxe na Ceagesp é de 100 metros (custa R$ 10 mil) e 18 metros os módulos. Além disso vai ter mais o custo para entrar e estacionar (caminhão R$ 4 a primeiras 4 horas, a partir da décima hora R$ 50)”. Murad afirma que o setor de flores será muito prejudicado porque os caminhões permanecem por longos períodos durante a Feira de Flores.

A assessoria da companhia explica que a C3V e a própria direção da Ceagesp, nos últimos dois anos (de implantação do projeto iniciado em 2013), fizeram dezenas de reuniões com sindicatos e associações representantes dos permissionários onde as dúvidas foram respondidas e algumas incorporadas ao próprio processo licitatório. “Tanto a direção quanto a C3V continuam abertos e dispostos ao diálogo”. Ainda de acordo com a Ceagesp, a diretoria e a C3V estuda cobrança diferenciada para o setor de flores e outros segmentos que precisam ficar por longos períodos no entreposto. Segundo a Companhia, a cobrança foi adiada por problemas técnicos (no funcionamento das cancelas das novas portarias) e uma nova data está em estudo para início da cobrança ainda em fevereiro (R$ 6 carro de passeio e R$ 4 caminhões nas quatro primeiras horas). 

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