São Camilo tem guichê exclusivo para atendimento de suspeita de dengue

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Foto: Divulgação

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Hospital quer agilizar diagnósticos

O paciente que chega ao Hospital São Camilo com suspeita de dengue, chikungunya ou zika recebe um atendimento diferenciado. Para agilizar o processo de triagem e abertura de fichas de pacientes com suspeita dessas doenças, o hospital está com um guichê exclusivo para atendimento. “A pessoa será encaminhada à área de infectologia do hospital, onde receberá medicação e hidratação padrão em boxe reservado. A enfermagem entrará em ação logo em seguida para coleta de material e realização de exames diagnósticos em tempo hábil”, explica o clínico geral Fábio Kawamura.

O infectologista da rede São Camilo de São Paulo, José Ribamar Branco reforça a atenção aos sintomas. “É preciso estar muito mais atento a febres, manchas e dores no corpo, que podem ser sintomas de dengue, zika ou chikungunya”, explica o especialista.
O objetivo é agilizar o diagnóstico e tratamento das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Entre os cuidados está o uso de repelentes para evitar picadas que possam transmitir o vírus.

Segundo o último Boletim Epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde, com base nas informações de 2016, as taxas de incidência de casos de dengue nas regiões Centro-Oeste e Sudeste registram os maiores índices – foram 1275 casos a cada 100 mil habitantes e 997 casos a cada 100 mil habitantes, respectivamente. A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera que há epidemia quando o local registra ao menos 300 casos a cada 100 mil habitantes.

As temperaturas elevadas e o alto índice de umidade do verão proporcionam condições ideais para reprodução do mosquito e transmissão das arboviroses (doenças transmitidas por insetos como dengue, chikungunya e zika). Para evitar a proliferação do Aedes aegypti e risco de contaminação é necessário eliminar recipientes com água parada, que podem virar possíveis focos de reprodução do mosquito. “Embora o pico dos casos da doença esteja previsto para ocorrer entre fevereiro e março, nos organizamos para atuar de acordo com o Plano de Contingência desde janeiro”, explica o clínico geral.

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