Mudar a rota do colapso

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O ensaísta Pablo Servigne, em uma palestra recente, cuja cobertura está disponível no jornal El País, disse: “nas piores crises, a solidariedade sempre ressurgiu. A natureza humana não é a maldade”. O cientista é um dos teóricos da “Colapsologia”, que avalia as diferentes crises para as quais caminhamos, sejam energéticas, climáticas ou mesmo sociais, já que uma afeta a outra.

Difícil planejar um futuro onde esse prognóstico seja revertido quando não estamos lidando bem nem com as crises do presente, que estão acontecendo aqui e agora. Mas é verdade que a solidariedade sempre se fez presente, mesmo nos piores momentos.

Trazendo para a nossa realidade, o que nós como comunidade, do território da Lapa, podemos fazer? A resposta para isso é se unir. Não fisicamente como era tão comum em tempos não distantes, mas podemos sim fazer o que está ao nosso alcance, com os recursos que temos.

Essa semana ocorreu uma reunião, ainda que virtual, com um clima que há tempos não víamos: as entidades da região juntas para resolver um problema maior. Sim, estamos falando mais uma vez da união de lideranças para amenizar esse impacto paralelo da Covid-19 que é o aumento da insegurança alimentar. Nem todos os grupos que conhecemos participaram do evento on-line, mas serão muito bem-vindos se quiserem somar a esse movimento.

Nesse tempo todo, mesmo com o isolamento social, as associações e lideranças não ficaram paradas, mas naturalmente agiram em prol de quem já atendiam ou de quem estava mais próximo. A proposta agora é fazer um grande movimento em que todos podem ajudar. Se não com recursos, com seu tempo, com seu trabalho voluntário ou mesmo com o compartilhamento da campanha. Que a mensagem chegue a quem pode contribuir.

Representatividade importa, como vimos também essa semana no caso da união de mais de 300 coletivos para adiar a revisão do Plano Diretor Estratégico. Quanto mais pessoas participarem da nossa campanha contra a fome, nossa porque é de todos que vivem aqui, mais fácil será tornar a meta de arrecadação de alimentos uma realidade. E mesmo se não chegarmos às cinco mil cestas básicas desejadas, o que vier será bem encaminhado e vai ajudar alguém.

As comissões responsáveis vão acertar os últimos detalhes e dividir as tarefas durante essa semana. A campanha será lançada oficialmente no dia 21 de maio. A Lapa sempre foi engajada e precisamos demonstrar isso agora.

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