Dom Cláudio Hummes visita o bairro

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O padre Mauro Bombo recebe dom Beni dos Santos e dom Cláudio Hummes

JOSÉ DE OLIVEIRA JR. REPÓRTER

O arcebispo de São Paulo e um dos candidatos à sucessão do papa João Paulo 2º, o cardeal dom Cláudio Hummes, se encontrou com os padres das paróquias da Região Episcopal da Lapa na sexta-feira passada, dia 6 de maio, na Igreja Salesiana Dom Bosco. A visita do religioso se deve ao acompanhamento da Arquidiocese de São Paulo dos trabalhos missionários de cerca de 800 padres em cada uma das seis regiões, reunindo seis milhões de católicos.
Durante o evento, dom Cláudio assistiu a uma apresentação do coral formado pelas crianças atendidas pelo Centro Dom Bosco. Ele elogiou o trabalho educativo e social dos salesianos e também disse a todas as crianças que elas “são o futuro de São Paulo”. O arcebispo ganhou um presente e se emocionou com o carinho recebido pelas crianças.
Esta foi a primeira aparição pública de dom Cláudio desde o conclave, a assembléia que escolheu o novo papa, o alemão Joseph Ratzinger, intitulado Bento 16 no mês passado. Também foi vítima de uma gripe logo depois do processo de eleição do sumo pontífice.
Acompanhado pelo bispo dom Beni dos Santos e 36 padres da Região Episcopal da Lapa, o arcebispo falou de uma nova era. “Estamos num novo tempo no catolicismo. Nunca um funeral de um papa foi tão bem noticiado pela mídia, que tornou a Igreja Católica o centro das atenções do mundo, com 172 delegações de chefes de Estado e governo”, revelou o religioso, elogiando a escolha de Bento 16, chamando-o de homem “fraterno, cordial e talvez o mais bem preparado entre os candidatos. Dom Cláudio se recusou a dar detalhes da eleição do papa. Nem mesmo de seus sentimentos, caso fosse escolhido para ocupar o maior cargo da Igreja Católica.
O arcebispo disse que as preocupações do papa Bento 16 está na crise do catolicismo na Europa, a pobreza na África, a pouca penetração da religião Católica na Ásia e a tendência de islamização desses dois últimos continentes – que, por vezes, prega a linguagem da guerra para conquistar novos fiéis. No Brasil, dom Cláudio está preocupado com a evasão de fiéis, principalmente dos jovens que esvaziam as missas e os cultos. “A Igreja acontece nas paróquias. Precisamos ouvir as pessoas de cada comunidade e mostrá-las a experiência de amor de Deus para que elas se sintam amadas pelas palavras do coração”, congrega o cardeal, afirmando que os bispos tem como finalidade a unidade do catolicismo, mas que se estuda uma maior participação do bispado, através da colegialidade, uma espécie de Conselho Permanente de Bispos.
Nas paróquias, além de buscar novos fiéis, dom Cláudio quer mais ordenações de padres. “Precisamos triplicar o número de padres para atender razoavelmente as igrejas em São Paulo”, disse o arcebispo, lamentando que apenas cinco homens são ordenados por ano na cidade e que os párocos devem valorizar as vocações entre os jovens, candidatos a novos padres. “Temos de arrebanhar as ovelhas perdidas em nossas paróquias”, finalizou.

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