CAPS AD articula atendimentos na Leopoldina

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Foto: Divulgação

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Entrada do CAPS AD III na Avenida Queiroz Filho, 399

Apesar de não ter sido inaugurado com cerimônia oficial, desde a segunda quinzena de janeiro o CAPS AD III da Vila Leopoldina está em pleno funcionamento. Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), além das Unidades Básicas de Saúde, são as portas de entrada para o atendimento na área de saúde mental dentro da Secretaria Municipal da Saúde. A modalidade AD diz respeito aos problemas decorrentes do uso abusivo de Álcool e Drogas e o número III quer dizer que o equipamento realiza acolhimento integral, com funcionamento 24 horas.

A unidade da Vila Leopoldina conta com uma equipe multidisciplinar composta por quatro médicos, um clínico geral e três psiquiatras, oito enfermeiros, dezesseis técnicos em enfermagem, cinco psicólogos, dois assistentes sociais, quatro terapeutas ocupacionais, quatro agentes redutores de danos e um professor de educação física. Qualquer pessoa que precise de ajuda para lidar com problemas relacionados a álcool e drogas (lícitas ou não) pode ir diretamente à unidade que fica na Avenida Queiroz Filho, 399, e funciona com portas abertas das 7h às 19h. Após esse período, o CAPS realiza o atendimento de pacientes que estão em fase de acompanhamento ou em situação de vulnerabilidade, que podem dormir em um dos oito leitos da unidade por quinze dias, sendo que o prazo pode ser estendido de acordo com o tratamento necessário. Os profissionais também realizam visitas domiciliares, oficinas e práticas interativas. “Nosso objetivo é tratar a saúde das pessoas e auxiliá-las com as tarefas do seu dia a dia, não apenas impedir que elas usem as substâncias por um período de tempo. O tratamento é mais longo”, explica o gerente da unidade Antônio Sérgio Gonçalves.

Bárbara Dantine
Unidade conta com oito leitos

Como o abuso de substâncias é frequentemente associado a outros distúrbios, o CAPS realiza um trabalho de rede com outros equipamentos da região e é referência para o encaminhamento de pacientes de seis UBSs, além de fazer parcerias e trabalhos com unidades da assistência social como o Centro de Acolhida Zancone, Centro Temporário de Acolhimento da Lapa e Atende Vila Leopoldina.

Gonçalves explica que a maior parte dos atendimentos ocorre de forma espontânea, com pacientes que vão por conta própria ao CAPS, ao invés de serem encaminhados por equipamentos da atenção básica. Os casos mais frequentes são os de uso de álcool e cocaína. A localização foi um critério importante para a escolha do imóvel. “Aqui estamos próximos ao PS da Lapa, que é referência no atendimento emergencial psiquiátrico, e da Avenida Doutor Gastão Vidigal, onde existe cena de uso”, explica o gerente. Além do tratamento e atendimentos de saúde, os profissionais auxiliam os pacientes que precisam de apoio para realizar outras tarefas como regularizar documentos no Poupatempo ou resolver questões jurídicas. Nos dias mais movimentados a unidade chegar a receber mais de 40 pessoas.

Quem busca por atendimentos de saúde mental que não estejam ligados ao consumo de drogas ou álcool, pode procurar o atendimento no CAPS III Adulto Lapa (Rua Brigadeiro Gavião Peixoto, 727), CAPS Adulto II Perdizes (Rua Doutor Cândido Espinheira, 616) ou no caso de crianças e adolescentes, no CAPS IJ II Lapa (Rua Bergson, 52).

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