O velho desafio do Ano Novo

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Faltam duas semanas para terminar 2016. O ano foi de turbulências políticas e econômicas causadas por denúncias de corrupção e desvio de dinheiro público. Tivemos o impeachment da presidente Dilma e a cassação do mandato do presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha. E as denúncias não param. São centenas de políticos citados em delações da Operação Lava Jato.

A política virou mesmo de ponta-cabeça. O vice-presidente da República Michel Temer – que assumiu o cargo de presidente no lugar de Dilma – e o Senador Renan Calheiros não escaparam da lista dos diretores da Odebrecht na Lava Jato.
Em meio a um turbilhão de manifestações a favor e contra o juiz Sérgio Moro, a vida na comunidade foi afetada.

Novas lideranças despontaram ocupando espaços das mais antigas. Houve momentos em que as posições político-partidárias ficaram ásperas, principalmente com a chegada do período eleitoral. Com a chegada do período eleitoral surgiram candidatos a vereador e até um vice-prefeito, Jairo Glikson, na chapa de Levy Fidelix do PRTB. Foi um ano de discussões de ideias que resultaram em 50 edições do Jornal da Gente recheadas de informações da vida em comunidade.

O tempo passa rápido. Daqui uma semana é Natal e mais uma: o Ano Novo e o fim do mandato do prefeito Fernando Haddad (PT). Dos compromissos assumidos no início de sua gestão, Haddad emplacou faixas de ônibus e a ciclovia que geraram polêmica em trechos residenciais da City Lapa. Caso da Rua Tomé de Souza que foi parar no Ministério Público. O Conselho Participativo Municipal também foi implantado com a função de ser um organismo autônomo da sociedade e reconhecido como espaço consultivo e de representação da sociedade no território da subprefeitura. Seus membros foram eleitos para isso, mas o conselho acabou virando um cabo de guerra, e teve desistência de conselheiros e outros que nem, se quer, compareceram a uma só reunião. Também teve votação favorável ao afastamento de uma conselheira por descumprimento das normas do CPM, na última reunião desse ano. Fora tudo isso, as picuinhas atrapalham os trabalhos.

Durante o mandato de Haddad, a comunidade da região da Lapa (com mais de 40 quilômetros quadrados e seis distritos – Lapa, Leopoldina, Barra Funda, Jaguara, Jaguaré e Perdizes / Pompeia) pediu por diversas vezes prioridade na reabertura do Hospital Sorocabana – que foi referência e fechou as portas em 2010 na gestão da Associação Beneficente Hospitais Sorocabana por causa de dívidas. O primeiro decreto do governo do Estado (2013 com dois andares para o HC) – a quem pertence o patrimônio – não foi aceito pela gestão petista. O caso se arrastou até esse ano com a publicação de um novo documento de cessão (no Diário Oficial) da área ao município, por 20 anos. De lá pra cá, o prédio continua sem sinais de revitalização. A AMA 24h funciona no lugar do pronto–socorro desde a gestão Gilberto Kassab, a AME (Ambulatório Médico de Especialidades) adaptada em unidade da Rede Hora Certa com sala para pequenas cirurgias. A casa onde funcionou a ortopedia do hospital virou CER (Centro de Especialidade em Reabilitação), mas o prédio do hospital continua fechado e ganhou nova função: foi transformado em um set de filmagens com locação para várias produções.

Vem aí o novo prefeito João Doria, empresário e gestor, que será cobrado por suas promessas de campanha de dar prioridade à reabertura do hospital feita quando passou pelo À Mesa com Empresários, em agosto. Por aqui sai o subprefeito José Antonio Queija e entra o prefeito regional da Lapa, Carlos Fernandes, que mora, conhece bem a região e também já foi subprefeito. Como já publicamos nesse espaço, os desafios para o Ano Novo são muitos, mas a reabertura do Sorocabana continua como bandeira de luta de novas e velhas lideranças. Afinal, com saúde não de brinca.
Feliz Natal e um 2016 com boas notícias.

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