Retomar o que foi perdido

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Alguns traumas deixam cicatrizes que permanecem como uma lembrança do mal sofrido. Nem todas as sequelas da pandemia são visíveis ou possíveis de perceber fisicamente. Inclusive a pior cicatriz é a ausência de quem não está mais aqui. Essa semana o uso de máscaras deixa de ser obrigatório até em ambientes fechados, medida tomada pelos órgãos públicos baseada no atual cenário epidemiológico. Enquanto isso, do outro lado do mundo, a China impõe um grande lockdown por causa de um novo surto de Covid-19. No momento as estatísticas estão boas e não sabemos se algo tão grave voltará a acontecer por aqui. Também não sabemos se estamos mais preparados para lidar com uma crise sanitária dessas proporções novamente. Enquanto algumas pessoas, que sequer respeitaram o isolamento quando deviam, comemoram a retomada da liberdade, tantas outras não vão abandonar o hábito de se proteger tão rapidamente.

E por falar em retomar, é sempre desagradável ter algo bom e perdê-lo. Caso do Parque Orlando Villas-Bôas que está há meses em reforma. Com a liberação da Cetesb para o uso considerado seguro de uma das áreas, era esperado que a reabertura fosse o mais breve possível. Não ocorreu. Os reparos na estrutura eram necessários, assim como a contratação de funcionários para a área verde, mas imaginava-se que esse processo teria muito mais celeridade. Um bom indicativo é que estão sendo realizadas as eleições para os conselhos gestores de todos os parques da cidade, incluindo o da Leopoldina. Com um conselho que representa os interesses dos frequentadores e moradores do bairro a pressão para a reabertura será maior.

Já em relação a outros parques há quem lute para que suas características sejam preservadas, caso do Parque da Água Branca que será palco de uma manifestação neste sábado (19) contra o processo de concessão pelo qual o local está passando, ou ao menos contra a forma como está sendo conduzido.

De tudo que perdemos e gostaríamos de ter de volta, como o Hospital Sorocabana e o Parque Orlando Villas-Bôas, existe um fator em comum: quanto maior a participação das pessoas, melhores as chances das reconquistas. Aproveitar esse período de maior liberdade com o fim das restrições pandêmicas para voltar ao engajamento comunitário é algo que todos deveríamos fazer.

E por falar em engajamento, na quarta-feira (16) o Jornal da Gente completou 20 anos de circulação ininterrupta. Entramos nesse 21º ano com energias renovadas para trazer as principais notícias da nossa região. Muito obrigada por estar conosco durante todos esses anos!

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