Projeto “Lapa, eu vou a Pé” exibirá filme sobre a história do bairro

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Dando continuidade ao projeto “Lapa, eu vou a pé”, o Instituto Caleidos (Rua Mota Pais, 213) exibe nesta sexta-feira (21), às 20h, o filme “Cinzas Eternas, uma Declaração de Amor à Lapa”, dirigido por Silvia Wolfenson. A partir do que será exibido, o público terá a oportunidade de participar de um bate-papo sobre o tema, conduzido pela geógrafa e pesquisadora Ros Mari Zenha. A entrada é gratuita.

Narrado a partir de depoimentos de moradores e pesquisadores, o filme apresenta fatos históricos e curiosidades sobre a região, como a origem de seu nome. Por estar localizado entre os Rios Pinheiros e Tietê, o local era chamado, pelos índios, de Lapa (lugar por onde se passa). Também é relembrada a construção de uma muralha, erguida pelos portugueses para defender a recém-fundada Vila de São Paulo de Piratininga, atual cidade de São Paulo, das invasões indígenas.

Conheça o projeto – ​Desde 2011 o Caleidos estabeleceu sua sede na rua Mota Pais, na Vila Ipojuca, na Lapa, e é deste ponto que as ações do projeto LAPA, eu vou a pé, serão disparadas. O projeto inicia em agosto de 2015 e segue até o primeiro semestre de 2017. A proposta, dentre muitas outras, é partilhar espaços, trabalhos, artes e histórias, do Caleidos Cia de Dança em direção ao bairro e do bairro para a Cia.

“Pessoas de bairros distantes e até de outras cidades frequentam a nossa sede para as apresentações, cursos e encontros, mas os nossos vizinhos mal nos conhecem; e mesmo nós, chegamos, trabalhamos e saímos, mal conhecemos de fato o lugar onde estamos. Esse projeto foi proposto para modificar essa situação”, resume Nigel Anderson, produtor e bailarino da Cia.

A ideia inicial do projeto é traçar um “mapa corporal” da região. “O ponto disparador do projeto é o ir e vir a pé. Partindo do Caleidos na rua Mota Pais 213 e caminhando por 30 minutos, onde chegamos? Quem poderia chegar até nós? Pensamos no corpo como princípio geográfico – não o bairro, o distrito, a subprefeitura ou o CEP – mas o corpo em movimento, a pé; essa será a nossa área de ação. Nessa área corpórea, corporificada, estabelecemos nossos pontos de relação com as estruturas urbanas, seja um local para fazermos uma intervenção de dança, ou estabelecer o contato com outros produtores de arte e cultura na região”, explica Fábio Brazil, diretor da Cia de Dança e do Instituto Caleidos.

“Somos artistas da dança, assim nos apresentamos e assim conhecemos a cidade e nos reconhecemos nela; pesquisamos dança, corpo, movimento e nossa intervenção sociopolítico-cultural é em forma de arte. Isso nos caracteriza e será dessa forma que vamos tentar estabelecer um diálogo com a nossa região: onde mais se dança por aqui? – escolas, Igrejas, academias, bares, centros de convivência, terreiros, clubes, casas de cultura, outras companhias de dança, estarão no nosso roteiro. Este projeto quer repensar distâncias, mobilidades e deslocamentos a partir do corpo em movimento, propõe uma geografia corporificada e dançada na Vila Ipojuca/Lapa”, explica Isabel Marques.

O projeto LAPA, eu vou a pé se desenvolverá por meio de ações públicas de arte, contatos diretos com outros grupos e produtores de arte do bairro, visando a construir uma teia de relações cidadãs que permitam o conhecimento mutuo e ações conjuntas fortalecendo por meio da arte as redes de pertencimento ao espaço urbano e à cidade como um todo. Além criar e estabelecer redes de contato com espaços de arte, cultura e dança, o projeto do Caleidos Cia. de Dança pretende ampliar e aprofundar as relações que há mais de 15 anos mantém com escolas públicas da DRE Pirituba, na região da Lapa.

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