Comunidade quer parceria com Sabesp

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Reunião que aconteceu na Sabesp entre entidades e poder público

JOSÉ DE OLIVEIRA JR. REPÓRTER

Integrantes de entidades do bairro se encontraram com o superintendente da Unidade de Negócios Oeste da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), Milton de Oliveira, para propor uma parceria com a empresa, a prefeitura e a comunidade da região para, juntos, conseguirem o tão sonhado Parque Villas Bôas. O encontro, ocorrido na segunda-feira, dia 11 de abril na área da Sabesp na Avenida Gastão Vidigal, perto da Marginal Tietê, contou com a participação do deputado estadual Rodolfo Costa e Silva (PSDB), o subprefeito da Lapa, Paulo Bressan, e o secretário municipal de Participações e Parcerias, Gilberto Natalini.
A idéia original é unir a área municipal, onde funcionava a Usina de Compostagem de Lixo de Vila Leopoldina de 50 mil metros quadrados, com a área da Sabesp, que mede 370 mil metros quadrados, resultando em cerca de 420 mil metros quadrados de parque.
Antes, membros da comunidade acreditavam que o terreno da Sabesp estava desativado. As entidades queriam a doação da área. Como existe um espaço reservado para a administração, operação e lazer dos funcionários da empresa, a comunidade sugere uma parceria para viabilizar o parque.
“Aqui gerenciamos o sistema de abastecimento de água e coleta de esgoto para três milhões de moradores de 10 municípios e a Região Oeste da capital”, disse Oliveira, ressaltando que o terreno da Sabesp conta com departamentos financeiro, engenharia, operacional e comercial da empresa. O superintendente não descartou a parceria com a empresa, prefeitura e a sociedade civil. Entretanto, afirmou que há projetos em andamento, que dificultariam o trânsito de pessoas no local. Oliveira afirmou que existe a possibilidade de caminhões trazerem esgoto industrial para tratamento em tanques com capacidade de armazenamento de 7,5 milhões de litros. O custo do projeto seria de R$ 2 milhões. Existe ainda a intenção de expandir a área operacional da Sabesp neste terreno. A empresa conta ainda com um depósito de cloro e cal de alta periculosidade num local adjacente à área municipal.
Na reunião, as entidades reforçaram que pretendem construir um memorial para o sertanista Orlando Villas Bôas. O parque serviria também para a educação ambiental, resgate cultural e potencial turístico na região. De acordo com o diretor do Colégio Santo Ivo, José Carlos de Barros Lima, o bairro nasceu nas margens do Rio Tietê, próximo ao Cebolão. Um memorial do bairro também seria erguido. “A área da Sabesp seria interessante porque a entrada pela Gastão Vidigal melhoraria o acesso das pessoas”, disse Lima.
Oliveira achou uma boa idéia da comunidade e prometeu estudar o assunto. Rodolfo Costa e Silva pretende montar um projeto realista de parque, utilizando as duas áreas. Bressan aposta no parque, afirmando que, através da parceria entre poder público (municipal e estadual) e a comunidade, é possível realizar ações de saúde e educação para a melhoria da qualidade de vida. Lima ainda acredita que a iniciativa privada terá interesse em participar da parceria, pois a Vila Leopoldina está recebendo novos moradores com a crescente construção de edifícios em áreas antes ocupadas por galpões industriais.

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