Helena Diniz defende penas alternativas

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A presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Subsecção Lapa, Helena Maria Diniz, é a entrevista do Jornal da Gente desta semana para falar sobre o projeto de criação de uma infra-estrutura para orientação cultural e profissionalizante aos jovens internos da Fundação Casa (Fundação Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente). A iniciativa do JG tem o objetivo de oferecer alternativas para recuperação e inserção dos jovens no mercado de trabalho após o período de internação.
Para ela, a idéia lançada pelo diretor do Senai Leopoldina, Norton Pereira, na edição de 16 a 22 de agosto, envolvendo todos os segmentos da comunidade local, é muito boa. “Nosso presidente é a favor da pena alternativa com a canalização desses meninos para serviços sociais. Se o jovem cometesse uma infração contra a mulher, por exemplo, ele prestaria um serviço em favor desse segmento”, defende Helena, a linha do presidente da OAB-SP Luiz Flávio Borges D’Urso.
A OAB-Lapa tem uma Comissão da Infância e Juventude que trata de temas relacionados à criança e ao adolescente, presidida pelo diretor, Mário Ferreira, com uma programação de palestras e debates. “Essa comissão poderia oferecer orientação, dentro desse projeto. Faríamos a conscientização da família porque é preciso curar os pais, que, muitas vezes, agridem o filho. Além disso, poderíamos passar informações importantes para a recuperação desses internos”.
Entre as iniciativas, ela aponta como exemplo a Casa Pirituba, que, segundo ela é considerada uma unidade modelo. “Caberia as entidades se unirem para preparar um abrigo nos mesmos moldes de Pirituba. Lá os jovens tem aulas de música – dadas pela Polícia Militar. Os meninos tocam qualquer instrumento e acabam se apresentando em eventos da comunidade. As mães quando vão para a visita dos filhos recebem de presente trabalhos artesanais que eles fazem nas oficinas. Essas iniciativas são formas de integração entre o interno, a família e a comunidade” , conclui a presidente da OAB-Lapa.
Helena acredita que reunir outras entidades com vocação comercial ou industrial seria fundamental para encaminhamento desses jovens ao Mercado de Trabalho após um curso.

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