60 anos de telinha

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Os 60 anos da TV Brasileira, que começou no Sumaré foram comemorados com show e pioneiros da telinha

No último dia 18 de setembro, a TV brasileira comemorou 60 anos de fundação. E para marcar a data, a Pró-TV – Associação dos Pioneiros da Televisão Brasileira promoveu um show com mais de quatro horas de duração no Auditório Simon Bolívar, do Memorial da América Latina.
Muitos dos que estavam na inauguração da TV Tupi. no Sumaré (onde hoje fica a MTV), criação de Assis Chateaubriand, estiveram presentes. Lima Duarte, Inezita Barroso, Wanderleia, Agnaldo Rayol, Hebe Camargo, Vilma Bentivegna, Marcia Real, Paulo Goulart, Nicette Bruno, Raul Gil, Regina Duarte, Eva Wilma entre outros deram seus depoimentos e cantaram para o público presente.
Em 1950, a cidade de São Paulo contava com 20 aparelhos receptores vindos dos Estados Unidos e que foram espalhados pela cidade. Atualmente, a estimativa atual é que existam 60 milhões de televisores por todo o país e a cobertura da TV chega a 95% dos lares brasileiros, e “é o maior veículo de comunicação deste país”, afirma Vida Alves, atriz que protagonizou o primeiro beijo romântico da TV com Walter Foster e hoje preside a Pró-TV e o Museu da TV (R. Vargem do Cedro, 140, telefone 3872-7743), no Sumaré.
A seguir o depoimento de alguns desses pioneiros presentes no show dos 60 anos.


Vida Alves (atriz e presidente da Pró-TV)
“O governador e o prefeito de São Paulo se comprometeram a dar início ao projeto da sede do Museu da TV. Vamos aguardar. Consegui trazer as principais pessoas que fizeram e fazem parte da TV brasileira. Foi uma bonita festa que teve emoção e sinceridade. Músicas bonitas, incluindo meus netos Tiê (cantora) e Gianni (violão)”.


Canarinho (comediante, produtor e diretor)
“Trabalhei na Tupi por quatro anos. Fiz novelas (“Antonio Maria”, “Meu Pedacinho de Chão”, “Sinhá Moça”). Tenho lembranças maravilhosas, porque a gente abriu portas, construímos a TV brasileira, e graças a ela estamos aqui participando desta festa de 60 anos”.


Lisa Vieira (atriz e moradora do Sumaré)
“Fiz Escola de Artes Dramáticas e comecei minha carreira na TV Tupi. Naquela época, fazíamos novelas em preto-e-branco. Participei da novela “Camomila e Bem-me-quer”, onde eu era a filha da Nicette Bruno. Foi maravilhoso. No elenco, tinha o Gianfrancesco Guarnieri, Marisa Isabel de Lisandra. Era o melhor que tinha na TV Tupi, onde trabalhei sete anos” .


Ana Rosa (atriz)
“Quando pifava uma câmera, a gente ficava conversando lá na padaria da esquina no Sumaré. Não havia reposição de equipamentos. Tinha muito improviso. Tenho desde essa época muitas amizades que perduram até hoje. Apesar das dificuldades, estávamos sempre juntos. Muitas das cenas das novelas que participei foram feitas na praça da caixa d’água, que ficava em frente à Tupi”.


Rubens Ewald Filho (ator, escritor, diretor e crítico de cinema)
“Fiz duas novelas na Tupi. Eu e o Sílvio de Abreu escrevemos Éramos Seis. A gente recebia sempre com atrasos de dois meses e, no final, fiquei sem receber também. Apesar disso, éramos uma grande família. Todo mundo trabalhava, apesar das dificuldades, com muita alegria e felicidade. Para mim, foram anos muito felizes. O ambiente de trabalho era muito bom. E muitas dessas pessoas estão aqui na festa dos 60 anos da TV. A Tupi é uma prova de que era possível fazer televisão com muito amor e com liberdade”.


Carlos Miranda, o Vigilante Rodoviário
“Na Tupi, fiz uma novela com a Verinha Nunes, Aracy Balabanian e outros colegas dos quais tenho boas lembranças. A única coisa ruim é que a gente não recebia os salários (risos). Só isso. Trabalho tinha bastante. Esse pessoal que começou na Tupi criou tudo que está aí hoje”.

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