Grupos do Tendal pedem reunião com secretário da Cultura

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Foto: Bárbara Dantine

Bárbara Dantine
Grupos que utilizam o equipamento cultural discutem demandas com a coordenação

Grupos que realizam atividades no Centro Cultural Tendal da Lapa se reuniram na sexta-feira (19) para discutir demandas em relação ao uso do espaço. Eles solicitaram a presença do secretário municipal da Cultura, André Sturm, que não compareceu. Eduardo Bonine, assessor da Coordenação de Centros Culturais e Teatros, da Secretaria de Cultura, esteve presente, assim como a coordenadora do equipamento, Bel Toledo, porém, o grupo não quis dar continuidade à reunião sem a presença do próprio secretário.

Os grupos questionam a exclusão de oficinas nos sites que promovem as atividades do Tendal, o não cumprimento de carga horária da administração, a presença de apenas um segurança para o espaço de 6 mil m², a exclusão de oficinas no encerramento das atividades do ano passado e no evento de aniversário de São Paulo, que será realizado na semana que vem, criticam a dificuldade de organização de cronograma das atividades por parte da gestão, e cobram uma reunião de transparência sobre as verbas recebidas para o espaço. Foi discutida também a mudança de aulas para espaços considerados inadequados pelos oficineiros e a sobreposição de horários de aula no cronograma elaborado pela coordenação.

Bel Toledo declara que está aberta para dialogar sobre as reclamações. “As reivindicações não foram entregues. O representante da secretaria está aqui e eu estou à disposição, mas não conseguimos entender exatamente o que ocorre. A gente quadriplicou o atendimento nos últimos seis meses. O secretário estava informado dessa reunião e designou o Eduardo que está aqui, representando o secretário para receber o ofício e as reclamações. A gente está tentando conversar. Reclamação faz parte quando você tem o atendimento de mais de 20 mil pessoas em seis meses”, diz. Ela nega que tenha ocorrido redução de grupos do ano passado para este, mas acrescenta que teve uma readequação, com reserva prévia de espaços para ensaios e oficinas, de forma a atender uma orientação do próprio secretário.
O grupo diz que se não for possível o atendimento do próprio André Sturm, será enviado um ofício ao Ministério Público para a avaliação das demandas.

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