Secretário fala a bolsistas

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O secretário Marcio Pochmann com membros do Cnab e da Subprefeitura

O secretário municipal do Desenvolvimento, Trabalho e Solidariedade, Marcio Pochmann, ministrou aula na última quarta-feira para 200 estudantes na sede do Lapeaninho, onde os alunos se preparam para o vestibular, graças ao programa Bolsa Trabalho-Cursinho, convênio entre a secretaria e o Congresso Nacional Afro-Brasileiro (Cnab ). Durante o evento, os bolsistas pediram mais recursos para o transporte e refeição. O secretário respondeu que não tem verbas para esta despesa. Caso oferecesse esse benefício, seria obrigado a diminuir o número de estudantes selecionados pela metade. “Se tiver que gastar em passagem e lanche, a Secretaria terá de reduzir os beneficiados para 100 alunos”, lamenta Pochmann, que garantiu, porém, que iria estudar o assunto até o final do ano.
O especialista também abordou o tema “Perspectivas dos Jovens no Mercado de Trabalho”. Também mostrou os programas municipais que promovem o ingresso dos jovens no mercado de trabalho e na educação, como o Bolsa Trabalho-Cursinho, que já conta com 2.980 beneficiados na cidade de São Paulo. Já se inscreveram 9.797 jovens desde o lançamento deste projeto, em fevereiro deste ano.
O Bolsa Trabalho-Cursinho é destinado a jovens desempregados de 16 a 29 anos, que tenham concluído o ensino no nível médio, inclusive profissionalizante. A iniciativa é o resultado de uma parceria entre a Prefeitura de São Paulo, a Unesco e 10 cursinhos. Segundo Pochmann é uma experiência inédita em âmbito nacional por intermédio de um programa que constitui uma rede de pré-vestibulares para melhorar a condição de acesso ao jovem, que pertence a família de baixa renda a universidades públicas e privadas de melhor nível. No final, o secretário recebeu a Medalha Zumbi e João Cândido, condecoração concedida pelo Cnab.

Ambulantes

De acordo com Pochmann, o modelo de formalização do mercado de trabalho precisa passar por uma revisão. No último dia 4, em cerimônia com a prefeita Marta Suplicy no Palácio das Indústrias, o secretário apresentou pesquisa inédita sobre o trabalho informal em São Paulo e o perfil do ambulante. Também foi anunciado as medidas da administração municipal para a inclusão social e a geração de novos postos de trabalho para os ambulantes retirados do centro da cidade.
“Estamos aplicando uma experiência inédita no País. Dependendo dos resultados, também estenderemos esta ação para outros bairros de São Paulo, entre eles a Lapa”, disse Pochmann.
Segundo o especialista em mercado de trabalho, o perfil do ambulante mudou muito nos últimos anos. “Antes, o trabalho ambulante era apenas um complemento de renda. Hoje é uma profissão permanente”, diz. O camelô atualmente está há mais de cinco anos vendendo na rua por causa do desemprego e da crise no trabalho formal.
Para ele, a inclusão dos ambulantes tem que passar por regras bem definidas, como higiene, fiscalização da mercadoria, cobrança de impostos, para formalizar a profissão de comerciante de rua.
Ele citou a construção dos shopping centers populares (os PopCenters), em parceria com a Associação Comercial de São Paulo, como alternativa para legalizar o trabalho dos ambulantes.

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